O gênero Pluvialis abriga quatro espécies de aves limícolas, sendo que duas destas espécies são encontradas no território brasileiro e são chamadas comumente de batuiruçus. São visitantes setentrionais na América do Sul e reproduzem-se no Hemisfério Norte, apresentam plumagens muito próximas e de difícil identificação.
Alimentam-se, principalmente, de insetos, vermes ou outros invertebrados, dependendo do habitat, que são obtidos por uma técnica de executar e fazer uma pausa, ao invés de uma sondagem constante, comum a diversos grupos de aves.
O batuiruçu mede 26 cm de comprimento. Apresenta partes nuas cinzentas e, na plumagem de descanso, exibe extensa faixa superciliar branca. Em plumagem pós e pré-nupcial, os macho exibem as partes inferiores anegradas e o dorso maculado em tons de amarelo e preto.
Visitante setentrional comum em águas interiores e na orla marítima.
O batuiruçu-de-axila-preta mede 30 cm de comprimento. Muito semelhante com o batuiruçu, difere na plumagem de descanso pela faixa superciliar branca menos evidente e de tons mais apagados. Em voo, destaca-se uma grande mancha negra sob as asas, nas axilares. Em plumagem pós e pré-nupcial, os machos exibem as partes inferiores anegradas, como seu congênere, mas o dorso é maculado em tons alvinegros sem amarelo algum, e o ventre é branco.
Todo ano esta batuíra vai e volta do hemisfério norte, percorrendo mais de 20.000 km em cada viagem.
No Brasil, pode ser encontrado de setembro a maio nas praias e em toda a costa atlântica. Ocorre também no litoral de todos os outros continentes.